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A Relação Entre a Dark Tetrad e o Uso de Substâncias em Universitários

Atualmente, os chamados traços de personalidade nocivos deixaram de ser apenas tema de ficção ou criminologia para ocupar lugar de destaque na pesquisa científica. Psicopatia, narcisismo, maquiavelismo e sadismo cotidiano, juntos conhecidos como Dark Tetrad, formam um conjunto de características que intrigam psicólogos, pesquisadores e profissionais da saúde mental por seu impacto nas relações interpessoais e sociabilidade, especialmente quando falamos de risco, impulsividade e tomada de decisão.


O contexto universitário é particularmente interessante para investigar essas relações. Estudantes enfrentam uma combinação única de pressões acadêmicas, sociais e financeiras, além de estressores específicos de cada área de formação. No caso das ciências da saúde, essas pressões se intensificam, envolvendo carga horária extensa, o contato precoce com sofrimento humano, doenças e morte, e a expectativa de alto desempenho criam um ambiente de estresse constante. Esse tipo de cenário pode comprometer funções cognitivas essenciais, como concentração, memória e capacidade de tomada de decisão, favorecendo sintomas ansiosos, depressivos e episódios de burnout. Quando mecanismos adaptativos de regulação emocional falham, muitos estudantes recorrem a estratégias de enfrentamento disfuncionais, entre elas, o uso de substâncias psicoativas como forma de aliviar a tensão, melhorar o humor ou simplesmente suportar o ritmo imposto pelo curso.


Por outro lado, o consumo de substâncias não é apenas uma resposta ao estresse. Ele também está relacionado a estilos de personalidade que privilegiam a impulsividade, a busca por sensações e a baixa inibição comportamental, características encontradas, em maior ou menor grau, na Dark Tetrad. Indivíduos com altos níveis de psicopatia secundária, por exemplo, tendem a ter comportamentos de risco sem considerar plenamente as consequências, o que inclui abuso de drogas. Narcisistas podem recorrer ao uso de álcool ou outras substâncias tanto para manter uma auto-imagem grandiosa quanto para anestesiar sentimentos de vergonha e inadequação, dependendo do subtipo (grandioso ou vulnerável). Já os maquiavélicos, mais calculistas, podem evitar ou moderar o uso justamente para preservar o controle sobre si mesmos e sobre o ambiente, o que torna esse traço um interessante contraponto na análise.


Traços nocivos em níveis elevados, aliados ao consumo problemático de substâncias, podem comprometer o raciocínio clínico, a empatia e a conduta ética, trazendo implicações diretas para a prática profissional.


É nesse contexto que se insere o estudo Exploring Substance Abuse and the Dark Tetrad in Health Sciences and Non-Health Sciences Students, onde buscamos investigar as associações entre traços da Dark Tetrad e o uso de substâncias entre estudantes universitários de diferentes áreas, comparando grupos da saúde e de outros campos do conhecimento. Trata-se de um trabalho pioneiro ao incluir o sadismo cotidiano, frequentemente negligenciado em pesquisas que abordam apenas a Dark Triad e ao analisar de forma exploratória não apenas a prevalência de consumo, mas também as diferenças de perfil entre homens e mulheres, fornecendo um panorama mais detalhado sobre tendências desse público. A Dark Tetrad é um construto da psicologia da personalidade que reúne quatro traços socialmente aversivos: psicopatia subclínica, narcisismo, maquiavelismo e sadismo cotidiano. Esses traços, embora tenham origens conceituais diferentes, compartilham um núcleo comum de frieza emocional, baixa empatia, manipulação interpessoal e disposição para explorar outras pessoas em benefício próprio. Por isso, são chamados de nocivos ou sombrios: eles se relacionam a padrões de comportamento que desafiam normas sociais de cooperação, cuidado e reciprocidade. No entanto, é importante destacar que estes traços não são sinônimos de transtornos psiquiátricos. A maior parte das pesquisas sobre o tema foca nos níveis subclínicos dessas características, ou seja, em como elas aparecem no funcionamento cotidiano de indivíduos que não necessariamente apresentam um diagnóstico formal de psicopatia ou narcisismo patológico.


Cada um dos quatro componentes da Dark Tetrad adiciona uma nuance particular ao quadro. A psicopatia se divide em duas dimensões: a primária, marcada por frieza, ausência de culpa e insensibilidade emocional; e a secundária, mais associada à impulsividade, hostilidade e comportamento antissocial. O narcisismo também pode ser observado em dois polos: o grandioso, que se expressa na busca por admiração, senso de superioridade e necessidade de status; e o vulnerável, que traz hipersensibilidade à crítica, vergonha e sentimentos de inadequação. O maquiavelismo é caracterizado por estratégia, planejamento e manipulação calculada, com foco na maximização de ganhos pessoais e manutenção de poder. Por fim, o sadismo cotidiano se refere ao prazer em causar ou observar sofrimento alheio, mesmo em situações triviais, sem que haja uma motivação utilitária além da satisfação pessoal.


Esses traços ajudam a explicar por que algumas pessoas se envolvem mais frequentemente em comportamentos de risco, conflitos interpessoais ou até mesmo em ações antiéticas. Pesquisas mostram que níveis mais altos de traços nocivos estão associados a impulsividade, menor autocontrole, menor empatia e maior propensão a decisões que priorizam gratificação imediata. Em um contexto como o universitário, marcado por pressão, autonomia recém-adquirida e oportunidades para experimentação. Essas características podem amplificar a probabilidade de uso e abuso de substâncias psicoativas. Além disso, entender a presença desses traços em estudantes da área da saúde é particularmente relevante, já que profissionais com altos níveis de frieza emocional, impulsividade ou manipulação podem ter dificuldade em estabelecer relações terapêuticas saudáveis, impactando negativamente o cuidado com os pacientes.


Mapear essas características e suas correlações com o uso de substâncias abre caminho para estratégias de prevenção mais eficazes, programas de treinamento socioemocional e intervenções que reduzam o impacto de comportamentos desadaptativos antes que eles afetem a vida profissional e social dos indivíduos.


Para compreender a relação entre traços da Dark Tetrad e o uso de substâncias, o estudo foi desenhado de forma rigorosa, com ênfase na coleta de dados de uma amostra universitária diversificada. Participaram da pesquisa 174 estudantes de graduação de uma universidade brasileira, com idades variando entre 18 e 58 anos (média de 25,6 anos). A maior parte da amostra foi composta por mulheres (82,7%), um dado relevante para a interpretação dos resultados, já que diferenças de gênero são conhecidas na literatura sobre traços nocivos e comportamento de risco.


Os participantes foram divididos em dois grandes grupos:

Grupo A: estudantes de cursos da área da saúde (134 participantes), incluindo psicologia, biomedicina, enfermagem, odontologia, medicina e fisioterapia.

Grupo B: estudantes de áreas não relacionadas à saúde (40 participantes).


A coleta de dados foi realizada online, via Google Forms, com divulgação pelos canais institucionais da universidade, redes sociais dos pesquisadores e grupos de WhatsApp. Essa abordagem garantiu que os participantes pudessem responder de forma voluntária e anônima, reduzindo o viés de desejabilidade social e aumentando a validade das respostas.


Para medir os traços da Dark Tetrad, foram utilizadas escalas psicométricas validadas internacionalmente: Levenson Self-Report Psychopathy Scale (LSRP): para avaliar psicopatia primária (frieza emocional) e secundária (impulsividade e comportamento antissocial); Pathological Narcissism Inventory (PNI): para mensurar as dimensões de narcisismo grandioso e vulnerável; Five Factor Machiavellianism Inventory (FFMI): que avalia antagonismo, agência e planificação, oferecendo um retrato mais refinado do maquiavelismo; Short Sadistic Impulse Scale (SSIS): para identificar tendências de sadismo cotidiano.


Além dos traços de personalidade, foi aplicado o ASSIST – Alcohol, Smoking, and Substance Involvement Screening Test, instrumento desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde para avaliar o uso de álcool, tabaco e outras substâncias, incluindo frequência e padrão de consumo.


No que diz respeito às análises estatísticas, utilizamos inicialmente correlações de Pearson para examinar as relações entre traços de personalidade e uso de substâncias. Em seguida, realizaram análises multivariadas de variância (MANOVA) para comparar os níveis de consumo e de traços sombrios entre os grupos (saúde vs. não-saúde) e entre homens e mulheres. Para aumentar a robustez dos resultados, especialmente considerando o tamanho desigual dos grupos, foi utilizada a técnica de bootstrapping com 1000 reamostragens, o que reduz o impacto de violações de normalidade e garante estimativas mais confiáveis.


Em primeiro lugar, quando se analisou o padrão de uso de substâncias, observou-se que o álcool, o tabaco e a cannabis foram as drogas mais frequentemente consumidas na amostra, o que está alinhado com o que a literatura aponta como substâncias de maior prevalência entre universitários. No entanto, apenas o uso de alucinógenos apresentou uma diferença estatisticamente significativa entre os grupos de estudantes: os alunos de áreas não relacionadas à saúde relataram consumo mais elevado do que os estudantes da área da saúde. Esse dado é relevante, pois sugere que, embora o consumo de substâncias seja comum em ambos os grupos, o uso de drogas com potencial de alterar a percepção e induzir experiências dissociativas parece ser mais característico dos estudantes fora do campo da saúde.


Do ponto de vista da personalidade, o estudo identificou correlações importantes entre os traços da Dark Tetrad e o comportamento de risco associado ao uso de drogas. A psicopatia secundária foi o traço mais fortemente relacionado ao consumo de substâncias como álcool, tabaco, cannabis e alucinógenos, o que faz sentido, já que essa dimensão é caracterizada por impulsividade, comportamento antissocial e tendência a buscar gratificação imediata. O narcisismo, tanto em sua forma grandiosa quanto vulnerável, também mostrou relação positiva com o consumo dessas substâncias. Enquanto o narcisismo grandioso pode impulsionar o indivíduo a usar drogas como uma forma de reforçar uma autoimagem de superioridade ou sociabilidade, o narcisismo vulnerável tende a recorrer ao uso como uma maneira de anestesiar sentimentos de inadequação e vergonha.


Outro achado relevante foi a correlação positiva entre o sadismo cotidiano e o consumo de álcool. Esse resultado sugere que, para indivíduos com traços sadicos, o uso de álcool pode funcionar como um facilitador de comportamentos de risco ou como um elemento de busca de excitação. Em contraste, o maquiavelismo, especialmente nas dimensões de agência e planificação, apresentou correlações negativas com o uso de substâncias. Pessoas com esse perfil tendem a agir de forma estratégica e calculada, o que pode levá-las a evitar o consumo excessivo de drogas, uma vez que o uso poderia comprometer o controle de suas ações e sua capacidade de atingir objetivos de longo prazo.


Quando as análises compararam homens e mulheres, os resultados mostraram que os homens apresentaram níveis mais altos de psicopatia primária, antagonismo (maquiavelismo) e planificação, traços que, em conjunto, indicam maior propensão a comportamentos socialmente indesejáveis e menor sensibilidade emocional. Essa diferença foi particularmente evidente entre homens da área da saúde, que obtiveram escores mais elevados nesses traços em relação às mulheres do mesmo grupo. Esses achados levantam um ponto de atenção, já que futuros profissionais de saúde que apresentem níveis elevados de frieza emocional e impulsividade podem estar mais vulneráveis a dificuldades no manejo de situações éticas e relacionais no exercício profissional.


Por fim, o estudo confirmou que o consumo de substâncias, ainda que em níveis variados, está associado a uma tendência de engajamento em comportamentos de risco. Esse dado, combinado com os altos níveis de alguns traços da Dark Tetrad, sugere que parte dos estudantes pode apresentar um perfil de vulnerabilidade maior, que merece atenção de programas de prevenção e promoção de saúde mental. Embora os efeitos encontrados tenham sido, em sua maioria, de magnitude moderada, eles desenham um quadro consistente: quanto mais elevados os traços de impulsividade, frieza e busca de sensações, maior a probabilidade de envolvimento com o uso de drogas, especialmente as de maior prevalência entre jovens adultos.


O fato de apenas o consumo de alucinógenos ter se diferenciado de forma significativa entre estudantes de saúde e não saúde pode, à primeira vista, sugerir que o perfil de consumo é bastante semelhante entre os grupos. No entanto, esse resultado também pode indicar que os estudantes da área da saúde tendem a apresentar maior cautela em relação a substâncias que alteram de forma intensa a percepção e o estado de consciência, possivelmente devido ao contato precoce com conteúdos relacionados aos efeitos farmacológicos e aos riscos dessas drogas. É plausível que a formação acadêmica na área da saúde funcione como um moderador, inibindo determinados padrões de uso, ainda que não elimine o consumo de drogas mais socialmente aceitas, como álcool e tabaco.

No que diz respeito à relação entre traços de personalidade e uso de substâncias, os resultados reforçam o papel central da psicopatia secundária e do narcisismo como fatores de risco para comportamentos de consumo. Indivíduos com maior impulsividade e dificuldade de controle emocional tendem a buscar soluções imediatas para lidar com desconfortos internos, recorrendo a substâncias como forma de regulação ou de busca de sensações. Essa dinâmica é especialmente preocupante no contexto universitário, onde a pressão acadêmica e a necessidade de desempenho podem intensificar o sofrimento psíquico. No caso do narcisismo, a dualidade entre o subtipo grandioso e o vulnerável ajuda a entender diferentes motivações: enquanto o primeiro pode estar ligado à exibição e à busca por status social, o segundo reflete um movimento de fuga de sentimentos de inadequação, funcionando quase como uma forma de automedicação emocional.


O achado de que o maquiavelismo apresenta correlação negativa com o uso de drogas sugere que indivíduos com maior capacidade de planejamento e comportamento estratégico tendem a evitar aquilo que possa comprometer seu autocontrole ou seus objetivos de longo prazo. Essa constatação abre uma perspectiva para pensar o desenvolvimento de intervenções preventivas que incentivem o raciocínio estratégico e o pensamento de consequências como forma de reduzir comportamentos de risco.


Outro ponto que merece atenção é a diferença de gênero identificada nos níveis de traços nocivos. Homens apresentaram maiores escores de psicopatia primária e antagonismo, o que implica maior propensão à frieza emocional, manipulação e menor empatia. Quando consideramos que esses homens fazem parte, em grande parte, de cursos de saúde, surge uma preocupação legítima sobre como esses traços podem influenciar a prática profissional futura. Profissionais com baixa empatia e alta impulsividade podem ter dificuldades em manter um relacionamento terapêutico saudável, lidar com situações de alta carga emocional ou tomar decisões éticas complexas de forma equilibrada. Isso reforça a importância de incluir, nos currículos da área da saúde, componentes de desenvolvimento socioemocional, treinamento em regulação emocional e discussões sobre ética e autoconsciência.


Além disso, os resultados apontam para a necessidade de se considerar que o consumo de substâncias não é determinado apenas pelo estresse do ambiente ou pela personalidade de forma isolada, mas pela interação entre essas variáveis. Um estudante com altos níveis de impulsividade, por exemplo, pode não recorrer ao uso de drogas se estiver inserido em um contexto de apoio emocional adequado e com estratégias saudáveis de enfrentamento disponíveis. Por outro lado, indivíduos com perfis mais calculistas e menos impulsivos podem se engajar em consumo recreativo se isso fizer parte de seu contexto social ou de oportunidades percebidas como de baixo risco.


Em síntese, os achados deste estudo não apenas ajudam a mapear o perfil de risco entre universitários, mas também servem como alerta para instituições de ensino superior: políticas de prevenção e programas de apoio estudantil devem ser sensíveis às diferenças individuais, levando em conta fatores de personalidade, gênero e área de formação. Esse tipo de abordagem personalizada pode ser mais eficaz para reduzir o impacto do consumo de substâncias e, ao mesmo tempo, promover o desenvolvimento de competências emocionais e éticas necessárias para a vida pessoal e profissional.


A presença de traços como psicopatia secundária, narcisismo vulnerável e sadismo cotidiano sugere que parte dos estudantes tem maior vulnerabilidade psicológica para o engajamento em comportamentos de risco. Intervenções eficazes, portanto, precisam considerar essas diferenças individuais, oferecendo suporte personalizado e estratégias que ajudem o estudante a desenvolver regulação emocional, habilidades sociais e pensamento de longo prazo.

No caso específico dos cursos da área da saúde, há uma preocupação adicional. Esses estudantes não são apenas indivíduos em formação; eles serão futuros profissionais responsáveis por lidar com pacientes, famílias e situações de alta complexidade emocional. Níveis elevados de frieza emocional, impulsividade e antagonismo podem comprometer a relação terapêutica, reduzir a empatia clínica e, em casos extremos, levar a decisões antiéticas ou negligentes.


Além disso, apontamos para a importância de se estimular estratégias adaptativas de enfrentamento do estresse, substituindo o uso de substâncias por alternativas saudáveis e socialmente construtivas. Ações como grupos de apoio psicológico, oficinas de mindfulness, programas de psicoeducação e acompanhamento individualizado podem ajudar a reduzir o risco de que estudantes recorram ao consumo de drogas como válvula de escape. A própria universidade pode atuar como um fator de proteção, criando ambientes de acolhimento e redes de suporte que previnam o isolamento e ofereçam alternativas para o gerenciamento de ansiedade, sobrecarga e sofrimento emocional.


Finalmente, é preciso considerar que as diferenças observadas entre homens e mulheres, assim como entre áreas de estudo, indicam que não existe uma solução única para todos. Programas de prevenção e intervenção devem ser customizados, levando em conta as características do público-alvo e os contextos específicos em que esses estudantes estão inseridos. Esse tipo de abordagem segmentada tende a aumentar a eficácia das ações e a reduzir resistências, já que as mensagens se tornam mais relevantes para cada grupo.


Ao reconhecer o papel que a personalidade exerce sobre o comportamento de risco, abre-se espaço para políticas educacionais e de saúde mental mais inteligentes, que não apenas reprimam o consumo de drogas, mas também promovam o desenvolvimento integral do estudante, preparando-o para lidar com desafios acadêmicos, pessoais e profissionais de forma mais equilibrada e responsável.


Mais pesquisas são necessárias para aprofundar a compreensão desses fenômenos e para desenvolver estratégias cada vez mais eficazes de promoção de saúde mental no ambiente universitário.


Referência Bibliográfica

Moraes, M. C. de L., Russo, G. C., Prado, J. da S., Lima-Costa, A. R., Bonfá-Araujo, B., & Schermer, J. A. (2023). Exploring substance abuse and the dark tetrad in health sciences and non-health sciences students. Behavioral Sciences, 13(9), 778.


Russo, G. C. (2025). A Relação Entre a Dark Tetrad e o Uso de Substâncias em Universitários.

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